“Fio de Bigode” e o Cliente

 Luis Antonio Munis – Graduado em Ciências Sociais e Pós-Graduado em RECURSOS HUMANOS. É professor de Gestão de RH na UNIP. Foi coordenador Grupo de Recursos Humanos de Limeira (GEDERHEL).  É consultor na área de Gestão Organizacional.

 

 

 

Até pouco tempo, em qualquer bate-papo que participava e que havia na “rodinha” pessoas “mais experientes”, um tom saudosista e comparativo com os dias atuais sempre vinham à tona e eu ficava sem ação ou sem replicas para muitos assuntos ali abordados.

“No meu tempo havia nascentes cristalinas onde tomávamos água sem medo de contaminação e de “graça”, a pesca era abundante e rica, hoje somente em um pesque-e-pague e para quem tem emprego, que saudades do ar que respirávamos, hoje nossas crianças e velhos sofrem com a poluição”, e assim muitas outras comparações que sem dúvida, nossa lista aumentaria e muito, mas, nosso objetivo aqui não é fazer julgamento e sim provocar uma reflexão.

Nessas conversas, que infelizmente a vida moderna não nos proporcionam mais, e que Oxalá, um dia voltem, uma comparação chamava atenção.


Eu achava até engraçado, mas no fundo ela representava o quanto valia a palavra de um homem em uma negociação, ou o quanto seu valor era respeitado como cidadão.

Enchendo o peito de orgulho e satisfação dizia, “naquela época nossa relação comercial ou social era selada pelo “fio de bigode e pronto”, nos dias de hoje bem…”, as demais frases vocês podem imaginar.

Mas, gostaria de fazer alguns comentários e algumas comparações daquela época com os dias atuais, que na minha opinião, são parecidos.

Vejamos: No passado, aqui e agora, uma pessoa ilustre sempre existiu, o “CLIENTE” e sem ele, o sucesso de uma transação não seria possível, seja qual fosse a época ou segmento do negócio a ser realizado.

É para ele “O CLIENTE” que sempre focamos nossos esforços, conquistá-lo ou mantê-lo ao nosso lado sempre foi e será, uma questão de sobrevivência.

O “fio de bigode”, tão bem representado no passado nas relações de confiança com os clientes, continua sendo representativo nos tempos atuais é claro, de outra forma, mais seletivo e cruel do mesmo jeito.

Hoje o “fio de bigode” é representado por uma eficaz Gestão Empresarial onde suas ações são fortalecidas nos programas de treinamento e desenvolvimento.

Alguns pilares importantes de sustentação:

Pelo cumprimento dos prazos assumidos com os clientes na entrega de um produto;
Pelo desenvolvimento e treinamento dos colaboradores;
Pelo atendimento personalizado;
Pelo compromisso explicito na melhoria contínua como um todo, principalmente na qualidade do produto;
Pela limpeza e conservação do estabelecimento e equipamentos;
Pela organização e arrumação do layout;
Pelo investimento em tecnologia;
Pelo respeito ao meio ambiente interno e à natureza;
Pela transparência dos negócios;
Pela ética profissional e social;
Pela atenção e comprometimento no pós-venda;
Pelo relacionamento profissional e justo com seus colaboradores;
Pela participação na comunidade onde está instalado;

Vocês não acham que: seguindo as atitudes citadas acima, estaremos agindo conforme o ‘fio de bigode’ de antigamente?

Como a sua organização ou você mesmo como profissional, estão diante desses conceitos?. Façam uma reflexão, o seu CLIENTE (O VERDADEIRO PATRÃO) desde já agradece.


Passamos algumas décadas de incertezas e talvez tenhamos algumas mais até que consigamos atingir um padrão desejável de atendimento mas, posso afirmar com certeza que estamos no caminho certo e que logo conseguiremos substituir a “Lei de Gerson” pelo “Fio de Bigode”

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